É um site gratuito com um curso de HTML para deficientes visuais. Através desse curso de html, pessoas com deficiência visual poderão aprender a linguagem HTML, e então terão o conhecimento básico necessário para criar suas páginas web.
Existem alguns programas chamados 'leitores de tela' que deficientes visuais utilizam para acessar a Internet. Esses programas possibilitam que um deficiente visual execute qualquer atividade no computador: acesse seus e-mails, crie planilhas no Excel, navegue na internet, etc. Quando um deficiente visual acessa um site utilizando um leitor de tela, o programa lê o que está escrito na tela, e então o deficiente visual ouve tudo o que estiver escrito no site. Se você quiser conhecer mais sobre esses programas 'leitores de tela', acesse o link http://www.lupadigital.info/index.php?option=com_content&task=view&id=43&Itemid=52.
Esse curso foi especialmente desenvolvido para pessoas com cegueira total e pessoas com baixa visão. Por isso, os textos utilizados nesse curso foram escritos tomando todas as precauções necessárias para que os leitores de tela comuniquem adequadamente o conteúdo do curso. As pessoas que enxergam também poderão realizar o curso utilizando um navegador normal, como o internet Explorer, Firefox, entre outros.
O HTML é o primeiro passo para que uma pessoa aprenda a criar paginas na Internet. Nesse curso são explicados os conceitos e códigos básicos para se criar páginas na web. Além do HTML, quando criamos um site na internet, usamos outras linguagens, porém, esse curso se limitará a ensinar apenas o básico do HTML.
No ano 2008 os alunos da faculdade FIAP, Ricardo Schmidt e Wallace Cardoso, deram início ao desenvolvimento do projeto de TCC, cujo objetivo era demonstrar que o ensino a distância usando a internet é um importante meio para a inclusão social e digital dos deficientes visuais em nossa sociedade.
Para demonstrar tal possibilidade foi desenvolvido esse site seguindo as regras de acessibilidade estabelecidas pelo World Wide Web Consortium (W3C), e nele esta disponivel um curso de HTML para que deficientes visuais estudem e aprendam o conteúdo do curso. Após finalizar o curso o aluno deficiente visual terá os conhecimentos básicos necessários para desenvolver sites usando a linguagem HTML. Dessa forma, o projeto visa proporcionar aos deficientes visuais novas perspectivas na integração no meio social, digital e profissional.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que no ano de 2000 existia no Brasil uma população de 169.872.856 milhões de habitantes, onde 24.600.256 milhões dessas pessoas tinham algum tipo de deficiência. Desse total, 48% eram portadores de algum tipo de deficiência visual (incapaz, com alguma ou grande dificuldade permanente de enxergar) [1].
Em 2005 o Ministério da Educação (MEC) divulgou informações alarmantes no quesito 'educação' dos deficientes. No ensino fundamental estudavam 419 mil alunos com deficiência, sendo que só existiam 11 mil matriculados no ensino médio. Já nas universidades o número de estudantes com deficiência era praticamente insignificante, representando apenas 0,1% do total [2].
Na área profissional, dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registram a dificuldade que os deficientes enfrentam para conquistar uma posição dentro do mercado de trabalho. Embora a Lei nº 8.213 de 25 de julho de 1991 estabeleça quotas de empregos para deficientes nas empresas e no serviço público, a realidade ainda é bastante preocupante [3].
De acordo com os números divulgados em 2007 pelo MTE, do total de 37,6 milhões de vínculos empregatícios formais, apenas 348,8 mil foram declarados como portadores de deficiências, o que representa menos de 1% dos empregos formais no Brasil [3].
Esses são alguns fatores que demonstram a realidade de nosso país, dificultando que os deficientes façam parte da sociedade. Portanto, é de extrema importância que sejam tomadas atitudes para que a inclusão social e digital dessas pessoas aconteça.
[1] ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2000/populacao/Brasil/
[2] http://www.mte.gov.br/observatorio/febraban.pdf
[3] http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdConteudoNoticia=4427
Agradecemos à todas pessoas que estão nos ajudando no desenvolvimento do projeto, em especial a Adriana Kravchenko e ao Antonio Carlos da Fundação Dorina Nowill, que possibilitará que nosso trabalho seja avaliado por seus alunos, e a Carolina Venancio e Ivo Ramalho da Fundação Bradesco, que nos ajudou em informações importantes no desenvolvimento do projeto.